Continuando o post longo sobre liderança. Trata-se dos 8 poderes dos Líderes, do José Luiz Tejon Megido.
Um material bem rico e diferenciado quando trata-se de liderança.
A singularidade e a excepcionalidade
Descobrir a excepcionalidade de
cada membro da equipe exige de um líder atuar no fluxo exato daquilo que motiva
a todos. Ao admirar a beleza existente no outro, o líder encontra a sua
própria. Com o tempo o líder se lapida, se aprofunda e em um passe de mágica,
um belo dia, adquire a própria identidade e autenticidade de sua própria
beleza. A excepcionalidade que o líder enxerga nos outros ajudará na descoberta
de si mesmo.
E a criatividade de um líder é o
principal insumo de sua excepcionalidade. Estudar, estudar, estudar. Ter
conteúdo. O tema pode ser muito simples, mas é preciso conhecê-lo
profundamente. O estudo, a obtenção de conhecimento é insubstituível na
descoberta do poderoso prazer de um líder ser ele mesmo.
No entanto, conhecimento não é só
estudar. Conhecimento é teoria e prática. É vivência. É teorizar a partir dos
atos, aprender conforme se vai fazendo. É servir-se do conhecimento acumulado
dos mestres e da observação de outros exemplos vivos para evitar repetir erros.
O líder precisa ir criando bagagem de valores e de informações clássicas,
históricas, que o ajudem a pensar, a analisar, e a tomar decisões.
Ouvir apaixonadamente outras
pessoas é uma das mais poderosas artes do aprendizado de um líder. É de intenso
poder de encantamento. E permite, de fato, que o líder aprenda e estude o que a
outra pessoa sabe e quer lhe transmitir. Quando um líder ouve apaixonadamente o
outro, ele se sente motivado e impelido a lhe contar mais, com maior
profundidade. Líderes devem ter em mente que podem crescer com o conhecimento
acumulado pela humanidade e por outras pessoas. E esse poder é fantástico.
Também o desejo e o prazer de
estudar, de pesquisar, é sempre ingrediente essencial da excepcionalidade de um
líder e oposto da normalidade. A excepcionalidade não é amiga da preguiça. A
presença do algo mais, do surpreendente, exige horas de dedicação e a
integração total entre o prazer e o trabalho de um líder. Ou o prazer e a
dedicação de qualquer causa. É impossível para um líder ser muito bom em alguma
matéria se não der tudo de si. Isso significa noites, finais de semana,
ausência de relógio.
A motivação espanta a preguiça. E
isso o líder só consegue fazer com as coisas que têm sentido na sua vida – e
nas quais percebe que, por vocação, está tirando o máximo da sua
potencialidade, excepcionalidade, da sua diferença única. E é aqui que
ressignificar a vontade é sempre importante a um líder. O valor que tem é a
diferença entre o valor que dá a si mesmo e aquele pelo qual é reconhecido. O
reconhecimento só é importante porque é o próprio reflexo, o espelho. Ao
cultuar o talento de servir, de ser útil, um líder aumenta o potencial de
resposta do outro. É importante não para o ego, mas para aprimorar o seu
próprio conhecimento.
Preservar as forças essenciais e
salvar a sua excepcionalidade quando: vencer o medo, suportar dores e as
dominar com amor, apaixonando-se pela solução dos problemas, é sedutoramente
apaixonante, amar pessoas, criar e viver distintos papéis na vida, manter a
criança viva dentro de si, assumir a autoria da própria vida, aprender a
enaltecer os pontos fortes das pessoas, poder ser exemplo para alguém pela suas
obras.
Há hipocrisia em um líder em
querer obter resultados espetaculares na vida agindo como todo mundo. Seguindo
a corrente. Dando e recebendo a mesma coisa. O líder precisa descobrir o
poderoso prazer de ser ele mesmo conforme vai superando suas limitações,
conforme vai vencendo o próprio conformismo. No mar existem golfinhos e
tubarões, cada um com uma missão, cada qual com o dever de ser ele mesmo acima
de tudo.
José Luiz Tejon Megido.
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