Continuando o post longo sobre liderança. Trata-se dos 8 poderes dos Líderes, do José Luiz Tejon Megido.
Um material bem rico e diferenciado quando trata-se de liderança.
A arte de realizar
A lei que conecta o líder e sua
equipe é a superação; começar a fazer, realizar com aquilo que ele tem
disponível aqui, agora, já. Com o que está ao seu alcance. A fé na criação e a
certeza da transformação. Realizar grande mesmo com a menor de todas as coisas
é o melhor desta regra de ouro. Realizar com o que se tem à mão significa
prestar atenção, ter foco, concentração, o que também pode ser interpretado
como paixão. Qualidade e profundidade são a dignidade da vida. Fazer muito bem
feito e valorizando o tempo. Começar a fazer é a lei essencial. A
materialização, o trazer para o aqui e agora, as formas às vezes vagas dos conceitos,
é o aspecto marcante desse processo de superação.
Existem inimigos que são vitais
para a evolução de um líder. Admire os concorrentes fortes. Eles podem
constituir uma poderosa motivação para a sua superação. Sucesso é algo
absolutamente pessoal. O maior erro de um líder é brigar contra o adversário em
vez de aproveitar a existência dele para aprender e crescer mais. O inimigo só
é inimigo se não encontra respostas superiores ao desafio lançado.
Miguel de Cervantes, o escritor
espanhol que escreveu Dom Quixote, dizia: “todo homem valente molda a sua
sorte, toda pessoa é a obra das suas próprias mãos”. A intensidade e a
determinação da vida que se tem, no tempo que se tem, é o que determina o valor
de um líder. O líder só vai operar, numa cooperação excepcional, se tiver a
capacidade humana de saber dar. Aumentar a autoestima das pessoas do grupo.
Acreditar na possibilidade dos seus talentos. Respeitá-las. Tratá-las como
cisnes, e não como patinhos feios, é determinante para o êxito do trabalho de
um líder e sua equipe.
Existirão dois tipos de líderes
no século XXI: os velozes e os desaparecidos. O conceito de sucesso só poderá
alcançar o líder se ele for fiel a si mesmo, único no meio da multidão que
passa a vida toda tentando ser igual aos outros. Líder, não ame as coisas, o
trabalho, o estudo, o homem ou a mulher na sua vida. Ame a sua vida neles!
O líder não pode trocar metas de
longo prazo por objetivos de curto prazo; deve pensar na sua própria vida e se
indagar constantemente: alguma vez se precipitou, comprou a briga errada,
entrou por um atalho antes da hora, trocou o objetivo maior pela provocação
menor? Já foi traído pelo seu orgulho? Pense se em algum momento de sua vida,
se perdeu a chance de – em nome da conquista – perdoar o pequeno erro. Se com
isso colocou em risco o todo maior. Se substituiu o essencial, o importante, o
de longo prazo pelo circunstancial, menor, de curto prazo. Medite e reflita: o
que o líder faria agora, com a experiência adquirida, se fosse reviver aquela situação
novamente?
Perca o medo de se emocionar.
Vivos se emocionam! Estude, planeje. Mas esteja sempre pronto para improvisar.
Surpreenda a si próprio interpretando novos papéis não imaginados normalmente.
Perca o medo do caos. Quanto mais o líder exercita o enfrentamento do caos, da
desordem, mais criativo fica, mais preparado – e menos metódico, chato,
limitado. Então, mais vida o líder viverá! Viva para inspirar e transpirar!
Líder que é líder tem de se
posicionar. Ter opinião, convicção. Não deve se preocupar em estar certo e ter
respostas para todos os problemas. Deve exercitar-se, debater ideias, expor-se.
É a única forma de aprender com velocidade. Deve sempre deixar aberta a
possibilidade de que sua opinião pode não estar certa, não ser absoluta. Isso é
saudável. Tudo no Universo é relativo. O líder precisa mudar quantas vezes
precisar mudar. Mas não deve ter medo de defender suas convicções fortemente,
com dignidade, mesmo consciente de que poderá aprimorá-las sempre! Os líderes
devem rejeitar os velhos sentidos, os velhos significados de vida. E como diz a
frase de um samba de Paulinho da Viola: “A vida não é só isso que se vê. É um
pouquinho mais, que os olhos não conseguem perceber”.
José Luiz Tejon Megido.
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