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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Dos 8 poderes dos líderes: a arte de realizar.

Continuando o post longo sobre liderança. Trata-se dos 8 poderes dos Líderes, do José Luiz Tejon Megido. 
Um material bem rico e diferenciado quando trata-se de liderança.

A arte de realizar

  
A lei que conecta o líder e sua equipe é a superação; começar a fazer, realizar com aquilo que ele tem disponível aqui, agora, já. Com o que está ao seu alcance. A fé na criação e a certeza da transformação. Realizar grande mesmo com a menor de todas as coisas é o melhor desta regra de ouro. Realizar com o que se tem à mão significa prestar atenção, ter foco, concentração, o que também pode ser interpretado como paixão. Qualidade e profundidade são a dignidade da vida. Fazer muito bem feito e valorizando o tempo. Começar a fazer é a lei essencial. A materialização, o trazer para o aqui e agora, as formas às vezes vagas dos conceitos, é o aspecto marcante desse processo de superação.

Existem inimigos que são vitais para a evolução de um líder. Admire os concorrentes fortes. Eles podem constituir uma poderosa motivação para a sua superação. Sucesso é algo absolutamente pessoal. O maior erro de um líder é brigar contra o adversário em vez de aproveitar a existência dele para aprender e crescer mais. O inimigo só é inimigo se não encontra respostas superiores ao desafio lançado.

Miguel de Cervantes, o escritor espanhol que escreveu Dom Quixote, dizia: “todo homem valente molda a sua sorte, toda pessoa é a obra das suas próprias mãos”. A intensidade e a determinação da vida que se tem, no tempo que se tem, é o que determina o valor de um líder. O líder só vai operar, numa cooperação excepcional, se tiver a capacidade humana de saber dar. Aumentar a autoestima das pessoas do grupo. Acreditar na possibilidade dos seus talentos. Respeitá-las. Tratá-las como cisnes, e não como patinhos feios, é determinante para o êxito do trabalho de um líder e sua equipe.

Existirão dois tipos de líderes no século XXI: os velozes e os desaparecidos. O conceito de sucesso só poderá alcançar o líder se ele for fiel a si mesmo, único no meio da multidão que passa a vida toda tentando ser igual aos outros. Líder, não ame as coisas, o trabalho, o estudo, o homem ou a mulher na sua vida. Ame a sua vida neles!

O líder não pode trocar metas de longo prazo por objetivos de curto prazo; deve pensar na sua própria vida e se indagar constantemente: alguma vez se precipitou, comprou a briga errada, entrou por um atalho antes da hora, trocou o objetivo maior pela provocação menor? Já foi traído pelo seu orgulho? Pense se em algum momento de sua vida, se perdeu a chance de – em nome da conquista – perdoar o pequeno erro. Se com isso colocou em risco o todo maior. Se substituiu o essencial, o importante, o de longo prazo pelo circunstancial, menor, de curto prazo. Medite e reflita: o que o líder faria agora, com a experiência adquirida, se fosse reviver aquela situação novamente?

Perca o medo de se emocionar. Vivos se emocionam! Estude, planeje. Mas esteja sempre pronto para improvisar. Surpreenda a si próprio interpretando novos papéis não imaginados normalmente. Perca o medo do caos. Quanto mais o líder exercita o enfrentamento do caos, da desordem, mais criativo fica, mais preparado – e menos metódico, chato, limitado. Então, mais vida o líder viverá! Viva para inspirar e transpirar!


Líder que é líder tem de se posicionar. Ter opinião, convicção. Não deve se preocupar em estar certo e ter respostas para todos os problemas. Deve exercitar-se, debater ideias, expor-se. É a única forma de aprender com velocidade. Deve sempre deixar aberta a possibilidade de que sua opinião pode não estar certa, não ser absoluta. Isso é saudável. Tudo no Universo é relativo. O líder precisa mudar quantas vezes precisar mudar. Mas não deve ter medo de defender suas convicções fortemente, com dignidade, mesmo consciente de que poderá aprimorá-las sempre! Os líderes devem rejeitar os velhos sentidos, os velhos significados de vida. E como diz a frase de um samba de Paulinho da Viola: “A vida não é só isso que se vê. É um pouquinho mais, que os olhos não conseguem perceber”.


José Luiz Tejon Megido. 

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